Ilha de Brownsea

Em meados de junho de 1907 BP propôs-se a realizar um acampamento com 18 rapazes de 11 a 18 anos. O local escolhido foi a ilha de Brownsea, situada na Coatá Sul da Inglaterra, em Poole, propriedade de C. Van Raalte. Convidou filhos de velhos amigos do exército, amigos de afamados colégios particulares: Harrow, Eton, Chaterhouse, etc. Convidou também seis rapazes das Companhias de Brigada de Rapazes (movimentos juvenil já existente), de Bournemouth, e três vagas a rapazes de Poole, alunos de escolas secundárias do governo ou empregados e fazendas, ou filhos de operários.

Assim, o efetivo, inicialmente pretendido de 18 se elevou a 21, pois todos queriam acampar o Herói de Marketing. B.P. levou também como “ ajudante ” um sobrinho de 9 anos órfão de pai e seu companheiro de armas, o Major Kenneth MacLaren para seu assistente. Ao anoitecer de 31 de julho, todos se encontraram em Brownsea. Nos 7 dias seguintes, de 1 º a 8 de agosto (férias escolares), B.P. pôs a prova o que ele chamou seu “ Projeto de Escotismo ”.

O programa: a cada dia foi abordado num tema próprio. O assunto do dia era explicado e praticado num triplo ataque, com histórias interessantes, seguidas de experimentação e um jogo de aplicação.

1 º de Agosto – PRELIMINARES

Após terem formado as quatro Patrulhas, com os mais velhos como monitores, e nomeado-as, cada rapaz recebeu as fitas de patrulha de cores distintas para pôr no ombro: Maçaricos – amarela; Corvos – vermelho; Lobos – azul; Touros – verde. Cada monitor portava um bastão curto com uma bandeira triangular branca tendo a silhueta da cabeça do animal da patrulha pintada em verde, com as letras BA (Brownsea), e usavam, como distintivo, uma flor de lis de feltro na frente do boné.

Eles deveriam trabalhar aos pares ” como camaradas ”, e as responsabilidades da rotina diária de trabalho foi previamente explicada. As patrulhas foram localizadas num campo, separadas; e ela seria a unidade para trabalho e jogos. Segundo BP “ o sistema de patrulhas foi o segredo do sucesso ”.

2 de Agosto – TÉCNICA DE ACAMPAMENTO

Construção de choças; fazer colchões; nós; acender o fogo; cozinhar – kabobs, carne na brasa, aves, peixes e dampers; jogos para saúde e resistência física; e fogo de conselho.

3 de Agosto – OBSERVAÇÃO

Atividade noturna: cada noite uma patrulha ficava de serviço como “ como sentinelas noturnas ” de um posto avançado.

Quando chegavam ao local indicado, acendiam a fogueira, preparavam a comida e distribuíam as sentinelas. O piquete noturno era espionado e verificado se estava alerta por BP pelos monitores das outras patrulhas, às 11 horas da noite.

4 de Agosto – ARTES MATEIRAS

Realizaram atividades práticas na natureza, com relatórios de observação. BP tencionava pontuar as tarefas, cujo somatório dos pontos levassem-nos a conquistar um “ Distintivo de Mérito ” sobre a natureza. Foi dessa atividade que nasceu o programa doa Distintivos de Especialidades.

6 de agosto – SALVAMENTO DE VIDAS

B.P. convidou William Stevens, um Oficial da Guarda Costeira para dar-lhes assistência.

7 de agosto – PATRIOTISMO

B.P. contou episódios e incidentes, explicou também a bandeira da Inglaterra e desafiou-os a cumprir seus deveres de cidadão.

8 de Agosto – SUMÁRIO DE TODO O ADESTRAMENTO

O último dia foi dedicado a um torneio especial. Convidou todos os conhecidos para virem ao Morro da Bateria assistir aos rapazes fazerem uma demonstração do que haviam aprendido. Esta foi planejada, dirigida e executada pelos rapazes, com jogos, competições, primeiros socorros, fogo, fazer colchões e jiu-jitsu.

Na manhã seguinte os rapazes voltaram aos lares. Este acampamento tornou-se história por ter sido o primeiro de escoteiros do mundo e BP foi o primeiro Chefe de Tropa.

Fonte:          gesantamonica.org

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Canção do Sênior

Refrão: Temos 15, 16, 17 anos
O futuro é nosso, vamos prosseguir
Vemos longe a brilhar a nossa estrela Dalva
Quando se é jovem não se pode desistir

Marchar avante, e sempre avante,
Por sobre a terra, sobre os mares e pelo ar
Continuando se os outros param
Sorrindo sempre se há vontade de chorar
Não sentir fome, não sentir sede
Ter persistência, paciência e resistir
Ser mais que humano, querer por dez
E conquistar a nossa meta no porvir

Refrão

A humanidade busca a verdade
Pela ciência, pelo estudo e o saber
E a mocidade é a como a flecha
Que vai do arco até o alvo sem temer.
A fé nos guia, coragem temos
Temos amor prá dar aos outros e ajudar
E o que é mais fraco,mas nosso irmão
E todos juntos o sucesso conquistar

Refrão

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Uniforme Escoteiro

“Não é Escoteiro porque se usa uniforme… Se usa uniforme porque é Escoteiro”

O uso correto do uniforme e a elegância na aparência de cada membro do escotismo, individualmente, torna-o um motivo de crédito para o nosso movimento.

Por outro lado, um escoteiro desleixado, mal vestido, pode causar, aos olhos do público, uma péssima impressão sobre todo o movimento.

Então Lembre-se o uniforme é algo que se deve ser usado na melhor forma possível.

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Significado Flor de liz

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Codigo Morse

Desenvolvido em 1835, pelo pintor e inventor Samuel Finley Breese Morse, o Código Morse é um sistema binário de representação à distância de números, letras e sinais gráficos, utilizando-se de sons curtos e longos, além de pontos e traços para transmitir mensagens.

Esse sistema é composto por todas as letras do alfabeto e todos os números. Os caracteres são representados por uma combinação específica de pontos e traços, conforme exposto na tabela acima. Para formar as palavras, basta realizar a combinação correta de símbolos.

As mensagens são transmitidas por meio e intervalos de som (apito) ou luz (lanterna), podendo ser captadas por diversos aparelhos, como, por exemplo, o radiotelégrafo e o telégrafo. Esse meio de comunicação foi muito utilizado por marinheiros durante o século XIX. O primeiro registro de resgate marítimo depois de pedido de socorro utilizando o Código Morse ocorreu em 1899, no Estreito de Dover.

Em meados do século XIX, a utilização do Código Morse se popularizou rapidamente, atingindo praticamente todos os países europeus. Em 1865, após a realização de algumas modificações no sistema, o Congresso Internacional Telegráfico regulamentou o Código Morse Internacional, que proporcionou maior dinamismo às comunicações.

Com a invenção do telefone, no fim do século XIX, o Código Morse caiu em desuso. O desenvolvimento de novas tecnologias de comunicação mais eficazes desencadeou a substituição desse sistema por outros aparelhos. Na França, por exemplo, o Código Morse deixou de ser utilizado pelas grandes navegações desde 1997.

[Texto de: “Wagner de Cerqueira e Francisco”]

Algumas abreviaturas:

SOS – talvez a seqüência mais conhecida que significa sinal de perigo.

C – esta letra significa: «a sua repetição está certa».

G – «acuse a recepção repetindo»

R – «mensagem recebida»

T – a letra “T” é usada para indicar a recepção de cada uma das palavras do texto.

W – «estou impossibilitado de ler a sua transmissão em virtude de a luz não estar em condições ou mal apontada»

EEEEEE etc. – sinal de anulação ou erro.

TTTTTT etc. – sinal de reconhecimento.

UD – sinal de repetição. Emprega-se para obter a repetição de parte ou a totalidade da mensagem.

AR – fim de comunicação.

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Sinais de pista

Os sinais de Pista, servem para orientação durante um percurso, já feito por uma outra pessoa.

 É uma boa atividade de observação. Primeiro você deve aprender os sinais de pista, que os Escoteiros usam para se comunicar nas trilhas da floresta e nos campos. Alguns são idênticos aos usados no passado pelos aventureiros, indígenas e exploradores.

Nas estradas, nos campos e no mato encontramos sinais deixados no chão, nas árvores e nos rios, por animais ou pessoas. A essas pegadas, quando tomadas numa direção e com um fim, é que denominamos “pista”. Seguir uma pista exige observações que pões em jogo a acuidade dos sentidos e o vigor da inteligência. Quem se dedica a essa atividade adquire conhecimentos muito úteis e elevado grau de percepção das coisas.

Naturalmente que seguir uma pista real para a descoberta de um animal ou pessoa, demanda oportunidades e interesses que muitas vezes nos escapam. Por isso é que os Escoteiros iniciam o aprendizado utilizando sinais convencionais próprios, colocados em pontos que facilitam a observação.

No aprendizado dos sinais convencionais você deverá observar o seguinte:

a)     Os sinais são feitos à direita dos caminhos;

b)     Os sinais devem ser visíveis;

c)      Quando venta não podem ser utilizados papéis ou folhas;

d)     Os sinais não devem ser traçados a mais de um metro de altura do solo;

e)     Nos cruzamentos de estradas deve sempre ser colocado o “caminho a evitar” nas que não vão ser utilizadas;

f)        Nos lugares de movimento devem ser feitos muitos sinais;

g)     Os sinais devem ser traçados obedecendo as condições do terreno: em terrenos difíceis, de 2 em 2 metros, nas rochas, de 5 em 5, nas matas, de 20 em 20, nos campos, de 30 em 30 metros.

h)      Nos casos de interesse geral não empregar sinais convencionais limitados à patrulha, e sim os adotados geralmente.

A pista sempre tem um começo e um final marcados com sinais característicos. Se você perder a pista volte até o último sinal que achou e procure com atenção nas proximidades até achar o próximo. Ande devagar e com os olhos bem atentos.

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Historia do escotismo no Brasil

Em 1907 foi o ano de esplendor do movimento escoteiro (Scouting for Boys) e desta data lembramos tanto sua fundação em terras brasileiras, como pela sua importância na arregimentação dos moços para a paz e proteção da natureza. Naquele longínquo 1907, Oficiais e Praças da Armada Brasileira estavam na Inglaterra e vários se impressionaram com esse novo método de educação complementar que Baden Powell havia idealizado e o Suboficial Amélio Azevedo Marques não hesitou e com seu filho Aurélio, logo após ver as vantagens desses métodos escotistas, ingressou em um grupo de escoteiros da Inglaterra, vindo a tornar-se, além de uma lenda viva no nosso país, é considerado o primeiro escoteiro brasileiro.

Logo depois, por volta de 1910, o movimento escotista foi introduzido no Brasil, por intermédio desses marinheiros e oficiais da gloriosa Marinha Brasileira, os quais vestiram-se com os ideais de Powell, trazendo uniformes escoteiros e o lançamento das primeiras de sementes do movimento escoteiro no Brasil, culminado que, no dia 14 de junho de 1910, foi oficialmente fundado no Rio de Janeiro, o Centro de Boys Scouts do Brasil, nascido das primeiras semeaduras e precursor do escotismo. Esse é o verdadeiro marco inicial da história do escotismo no Brasil. A partir de 1914, surgiram em outras cidades vários núcleos, dos quais o mais importante foi a ABE – Associação Brasileira de Escoteiros em São Paulo , fundada com o apoio de respeitados Diretores de estabelecimentos de ensino, Secretários de Justiça e de Segurança Pública do Estado e pessoas que foram fundamentais para a consolidação do escotismo no Brasil, como Mário Cardim, que concretizou a idéia de criar a ABE e tomou a frente para a preparação das pessoas, regulamentos e estatutos. O jornalista Júlio de Mesquita, Diretor do “Estado de São Paulo” e o Ascanio Cerqueira, receberam da inesquecível dama da sociedade bandeirante Jerônima Mesquita, diretamente de Paris, o material didático do procedimento formal da organização, passando o grupo e alguns idealistas, a formatar nosso escotismo, para a formação de sua personalidade jurídica. A ABE espalhou o Movimento Escoteiro por todo o país e em 1915 já contava com representações na maioria dos Estados Brasileiros e neste mesmo ano, uma proposta para reconhecer o Escotismo como de Utilidade Pública resultou no Decreto do Poder Legislativo n.º 3297, sancionado pelo Presidente Wenceslau Braz e em 11 de junho de 1917 sancionou o DL, o qual em seu  artigo  1.º estabelecia: “São considerados de utilidade pública, para todos os efeitos, as associações brasileiras de escoteiros com sede no país.” – a mãe-pátria brasileira acabava de gerar um de seus mais importantes filhos, o ESCOTISMO. A História do Escotismo no Brasil, porém, só veio a ganhar amplitude nacional em 1924, quando da fundação no Rio de Janeiro da UEB – União dos Escoteiros do Brasil, semente-mor unificadora do processo de aglutinação dos diversos grupos e núcleos escoteiros dispersos nas terras brasileiras, movimento consolidado por volta de 1950, quando a formação social foi fracionada por regiões e Estadas, cada uma delas abrangendo um Estado ou Território Nacional.

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Historia do escotismo e de seu fundador

Robert Stephenson Smyth Baden-Powell à luz a 22 de Fevereiro de 1857, (LONDRES) mentor e fundador do escotismo, logo nos primeiros passos da juventude militar, (1876) prestou exames na Academia Militar e logo em seguida por sua aplicação recebeu a patente de Alferes do Regimento de Hussardos n.º 13 e o transferiram para as Índias, então possessão inglesa e desde cedo distinguiu entre seus pares não só pelo zelo no cumprimento dos seus deveres, mas também nas habilidades desportivas e boa camaradagem, culminando em 1883, com a idade de 26 anos, ser elevado a honraria militar de Capitão e Ajudante do Regimento. Em 1893 foi escolhido para uma missão especial contra os Povos Ashanti, (Índias), pois seu Rei nativo estava levando seus discípulos e Estado Indígena a graves complicações sociais e econômicas, quando BADEN POWELL foi enviado como adido militar comandante-em-chefe de uma expedição para restabelecer a ordem dos grupos antagônicos. Marchando com seus homens, POWELL por longos 200 km através de densos bosques e florestas, varando rios caudalosos, o protagonista POWELL com seu pioneirismo aprendeu a maneira prática e útil de construir pontes, sobreviver nas florestas, ouvindo aqui e acolá, ensinamentos e ditos populares como “devagar devagarzinho se apanha o macaquinho” que veio a ser o seu ditado preferido. Engalanou-se com um chapéu de aba larga pela primeira vez na operação dos Ashanti e os nativos chamaram-lhe, por isso, “Kantankye” ou “chapéu grande” e terminada a expedição foi promovido à patente de Coronel e pouco depois se punha a caminho do que ele dizia ser “a melhor aventura da vida “A Guerra dos Matabeles, hoje Zimbabwe, a antiga Rodésia, por onde haviam um grupo de imigrantes ingleses, (colonizadores) considerados pelos nativos como invasores levando-os a sublevação com o massacre de colonos, obrigando-os ao refúgio nas montanhas, perdendo seus bens e até entes queridos. Os nativos, também em guerra, refugiaram-se nas mesmas regiões dos colonos, mas sabiam os segredos das montanhas. Havia lugares difíceis de atingir, pois as suas grandes rochas ofereciam muitos perigos e Powell foi encarregado da explorar aquelas terras, mas sua missão não era fácil, pois tinha de descobrir o paradeiro do inimigo e o que era mais difícil, como atingir suas fortalezas. Perdeu muitas noites nas expedições de exploração, mas era tão bem sucedido, que quase sempre guiava os soldados ao lugar ideal para o ataque. Desenhou mapas de grande valor na estratégia militar e foi durante esta campanha que ele se tornou conhecido como um grande explorador e os povos nativos, os Matabeles o intitularam de “Impisa“, “o lobo que não dorme“.

Mas Powell era um sorrateiro lobo e sabia que gritavam com ódio o seu nome e o ameaçavam com toda a espécie de torturas caso o capturassem e suas experiências de observação e dedução, bem como muitos dos episódios que viveu, foi por ele mais tarde aproveitados na educação dos jovens Escoteiros, os filhos do LOBO QUE NÃO DORME. Em seguida confiaram ao LOBO o comando do Regimento de Dragões 5, então em serviço na Índia e muito lastimou, mas fiel as ideais militares da FORÇA MILITAR DA INGLATERRA dedicou de corpo e alma ao novo trabalho, com entusiasmo e eficiência. Procurou que os seus soldados encontrassem a felicidade mesmo nas dificuldades e procurou conquistar-lhes rapidamente a confiança. A realização mais importante de BADEN POWELL foi seus métodos de treinamento e dedicação a estratégia militar, e dividia seis soldados em pequenas unidades de meia dúzia, gerando daí, a que nós depois no Escotismo chamaríamos Patrulhas – sob o comando de um deles – o nosso Guia de Patrulha. Aqueles que melhor desempenhassem os seus deveres tinham o privilégio de usar uma insígnia especial – uma Flor de Lis – que na bússola indica o rumo do Norte. Em 1899 POWELL regressou à Inglaterra e arquitetou outro empreendimento, sempre nas lições trazidas da Índia, em especial, o manuscrito de um pequeno livro chamado “Aids to Scouting” (“Auxiliar do Explorador”) que continha as palestras que fizera aos seus soldados, com muitos exemplos de observação e dedução. Antes que o livro fosse publicado, já ele estava de novo a caminhos da África do Sul, onde se preparava uma Guerra com os Boers. Chamara-lhe a atenção, para seu orgulho militar e de cavalheiro, que seu livro “Aids to Scounting” tinha sido adotado como compêndio na educação da juventude inglesa, e um dos precursores do escotismo, Sir William Smith, fundador da Brigada dos Rapazes, pediu a POWELL que adaptasse os métodos de exploração à formação dos jovens. POWELL sem rogar, estudou um plano e em 1907 fez um acampamento experimental na ilha de Brownsea, com duas dezenas de rapazes de todas as classes. Este acampamento foi tão bem sucedido que resolveu escrever tudo o que tinha ensinado à volta do “Fogo de Conselho”. Assim nasceu o “Escotismo para Rapazes“.


Foi primeiro publicado em fascículos quinzenais, nos primeiros meses de 1908. Os rapazes buscavam-no por toda a parte e rapidamente formaram Patrulhas com os seus amigos. O número cresceu depressa – e pelos fins de 1908, havia 60.000 Escoteiros, causando, inclusive, problemas de ordem material, pois o LOBO QUE NÃO DORME teve que se esforçar muito para conseguir insígnias, uniformes, cartões de filiação, tamanho o sucesso alcançado pelo escotismo nos ideais fundados do grande militar BADEN POWELL. Seu movimento cresceu tanto que em 1910, compreendeu-se que o escotismo seria a obra a construir os novos cérebros e uma juventude sadia. Baden Powell vendo o crescimento do escotismo e levado por esse idealismo exonerou-se das Armas Inglesas, onde havia chegado ao galardão de Tenente-General, e em uma segunda etapa, voltou-se inteiramente a consolidação de seus ideais no escotismo.

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Desejamos que os escoteiros façam seu melhor possível para ser:

Um homem ou uma mulher reto de caráter, limpo de pensamento, autêntico em sua forma de agir; leal, digno de confiança.

Capaz de tomar suas próprias decisões, respeitar o ser humano, a vida e o trabalho honrado; alegre, e capaz de partilhar sua alegria, leal ao seu país, mas construtor da Paz, em harmonia com todos os povos.

Líder a serviço do próximo.

Integrado ao desenvolvimento da sociedade, capaz de dirigir, de acatar leis, de participar, consciente de seus direitos, sem se descuidar de seus deveres.

Forte de caráter, criativo, esperançoso, solidário, empreendedor.

Amante de natureza, e capaz de respeitar sua integridade.

Guiado por valores espirituais, comprometido com seu projeto de vida, em permanente busca de Deus e coerente em sua fé.

Capaz de encontrar seus próprios caminhos na sociedade e ser FELIZ.

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Canção da Promessa

Prometo neste dia, cumprir a lei
Sou teu escoteiro, Senhor e Rei.

Eu te amarei pra sempre, cada vez mais,
Senhor, minha promessa, protegerás.

Da fé eu sinto orgulho, quero viver,
Tal como ensinaste, até morrer.

Eu te amarei pra sempre, cada vez mais,
Senhor, minha promessa, protegerás.

Com alma apaixonada, servi-Lo-ei
A minha Pátria amada, fiel serei.

Eu te amarei pra sempre, cada vez mais,
Senhor, minha promessa, protegerás.

A Promessa que um dia fiz junto a Ti,
Para toda vida, a prometi.

Eu te amarei pra sempre, cada vez mais,
Senhor, minha promessa, protegerás.

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